A melhor forma de se evitar a
dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação
do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em
latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos,
vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores,
latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros
O que é? É
uma doença infecciosa febril aguda, que pode se apresentar de forma benigna ou
grave. Isso vai depender de diversos fatores, entre eles: o vírus e a cepa
envolvidos, infecção anterior pelo vírus da dengue e fatores individuais como
doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme).
Qual a causa? A infecção pelo vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes
aegypti.
Quais os sintomas?
O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo,
náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas
vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e
contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue
hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica,
pois pode ser fatal.
É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois
as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre
amarela, malária ou leptospirose e não servem para indicar o grau de gravidade
da doença.
Como se transmite?
A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Não há
transmissão pelo contato direto com um doente ou suas secreções, nem por meio
de fontes de água ou alimento.
Como tratar? Deve-se ingerir muito líquido como água, sucos, chás, soros caseiros, etc.
Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetil salicílico e
antiinflamatórios, como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de
hemorragias. Os sintomas podem ser tratados com dipirona ou paracetamol.
Como se prevenir?
A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água,
locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é
importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas
de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores,
garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e
lixeiras, entre outros.
Hospitais de referência:
Consultar a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde. Cada um dos estados do
país deve possuir um plano de contingência para situações de epidemias. Entre
outros detalhes, esse plano indica quais são as unidades de saúde e hospitais
de referência para o atendimento dos pacientes. Também é recomendado que esses
planos estejam elaborados e disponíveis para municípios ou regiões dentro dos
estados.
Laboratórios de referência: Consultar a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde
Mosquitos
A
dengue pode ser transmitida por duas espécies de mosquitos (Aëdes aegypti e
Aëdes albopictus), que picam durante o dia e a noite, ao contrário do mosquito
comum, que pica durante a noite. Os transmissores de dengue, principalmente
oAëdes aegypti, proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas,
apartamentos, hotéis), em recipientes onde se acumula água limpa (vasos de
plantas, pneus velhos, cisternas etc.).
Modo de
transmissão
A fêmea pica a
pessoa infectada, mantém o vírus na saliva e o retransmite. A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem.
Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto fêmea, transcorre na fêmea um
período de incubação. Após esse período, o mosquito torna-se apto a transmitir
o vírus e assim permanece durante toda a vida. Não há transmissão pelo contato
de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou
alimento.
O mosquito Aedes aegypti também pode
transmitir a febre
amarela.
Período de incubação
Varia de 3 a 15 dias, mas tem como média de cinco a seis dias.
O Ciclo
do Mosquito
O ciclo do Aedes aegypti é
composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As
larvas se desenvolvem em água parada, limpa ou suja. Na fase do acasalamento,
em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos,
ocorre a transmissão da doença.
O
seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde
deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários
meses até que a chegada de água propicia a incubação. Uma vez imersos, os ovos
desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge
o adulto.